Ativismo recheado de hipocrisia
By estabulo On 28 abr, 2013 At 12:50 PM | Categorized As da FMVZ, Notícias, Pelo leitor, Textos | With 0 Comments

Informamos que o texto a seguir foi enviado à redação e não transmite as opiniões do Estábulo de São Paulo, do Centro Acadêmico Moacir Rossi Nilson, nem de nenhuma instituição da FMVZ.

   Depois da última grande polêmica, é difícil encontrar algum aluno da FMVZ USP que não tenha lido os comentários referentes ao último Happy Hour organizado pela Atlética.

   Dentre ofensas e acusações, o mais interessante foi a preocupação que alunos de outras faculdades e até da própria Veterinária apresentaram quanto ao nome do evento.

   Todos os alunos devem sim expressar sua opinião sobre qualquer assunto que convenha. Mas daí, a julgar o nome de uma festa e acusar organizadores e participantes de machistas, discriminadores e preconceituosos, existe um grande espaço que passou a ser preenchido com falta de informação e hipocrisia.

  Todas as semanas, o Happy Hour organizado pelo C.A., e mensalmente pela Atlética, apresenta um tema que é pensado anteriormente pela organização e baseado em fatos atuais ou dias comemorativos. Este não foi diferente. Sendo um dia anterior ao Dia da Empregada, Doméstica (27/04) e com todas as mudanças nas leis trabalhistas desta classe que estão bombardeando a mídia, não há nada de incomum decidir por este tema.

   Aparentemente, usar este nome, aliado a uma foto de uma suposta “empregada” com roupas mais sensuais é algo digno de atrair maus olhares e caracterizar toda “uma classe média alienada”.

   Frente a todo tipo de comunicação não só visual que nos deparamos diariamente, e estabelecem critérios muito mais pejorativos e sexuais do que este, seria realmente plausível se movimentar de tal forma contra um nome  e uma representação de uma festa?

   Enquanto políticos roubam, mentem e escandalizam todos os dias, enquanto há pessoas com milhões no bolsos e outras sem um pão para comer, seria mesmo uma mudança importante alterar o nome de um Happy Hour?

   A partir do momento que os alunos se encontram incomodados com a conotação que um HH da Empregada pode trazer, vá lá reclamar educada e civilizadamente com os responsáveis, aliás é totalmente plausível e indicado fazê-lo,  mas argumentar que a “elite intelectual” da USP não passa de uma farsa por isso, já é um pouco demais.

   O mais surpreendente foi, após a discussão, encontrar alunos da Veterinária com uma posição não muito diferente das dos alunos de fora. Alunos que, constantemente freqüentam as tais festas e bebem de suas cervejas, e como bebem. Alunos estes, que, depois de conhecer toda a história que nos ronda nesta faculdade e muitas vezes compactuarem com isso (com a desculpa de não saber que era escroto até então), insistem em acusar a postura de quem só quer se divertir e sempre foi assim.

   A partir daí, já surgem outras questões dignas de comentários. Como alguém, aos seus 20 e poucos anos, se sujeita a alguma coisa porque não sabe que é escroto? Se nessa fase, o critério da “escrotisse” não está bem consolidado, quando então essa pessoa passa a saber diferenciar o escroto do aceitável? E quando podemos considerar que ela apresente argumentos realmente sólidos e importantes ao julgar uma faculdade da qual faz parte e disseminar isso blogs afora?

   É realmente lamentável que a percepção de algumas pessoas vá tão além do que realmente acontece no nosso mundo.

   O que nos resta fazer agora, é seguir a vida, rir de tudo isso e contar com a nossa boa e velha cerveja de sexta-feira.

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